A Sociedade dos Poetas Safados – Conto I – Parte 7

Cansado, me joguei em cima do sofá e passei as mãos em cima do meu peitoral peludo. Aroldo apoiou os braços no sofá e me olhou com um belo sorriso no rosto.
— Uau! — Ele repetiu essa palavra por três vezes, antes de se aproximar de mim.
Ainda sorrindo, me deu um longo beijo gostoso e molhado em minha boca. Os gostos dos nossos corpos se misturaram de uma maneira mágica e exótica.
— Você me surpreendeu, Ismael — disse ele, acariciando os meus peitos.
— Eu? — sorri.
— Sim, claro.
— Por quê? — Questionei-o e lhe afaguei o rosto lindo e másculo.
— Primeiro… Você aguentou a minha rola sem reclamar. Tem gente que já nas primeiras estocadas começa a reclamar que isso, que aquilo. Como você viu e sentiu, ela não é nada pequena. E segundo… Não reclamou de alguns dos meus tapas fortes.
— São duas coisas que mais gosto no sexo, Aroldo. Já sou um homem bem experiente, tanto de idade como de vida, meu negro gato. E uma coisa que aprendi nessa minha trajetória foi que para receber prazer, tem que dar também. É uma via de mão dupla, sabe?
— Sim. Ainda bem que nos encontramos lá na Pinacoteca…
— Digamos que a vida nos proporcionou um encontro perfeito, não acha?
Sorrimos e continuamos a conversar um pouco.
Os minutos se passaram e eu tinha que me preparar para ir para a minha casa.
Famintos, nós nos levantamos e fomos direto para a cozinha. Tomamos mais um pouco de café e comemos algumas bolachas antes de irmos tomar um bom banho.
De barriga cheia, entramos no chuveiro e começamos a nos pegar por mais uma vez. A fome por sexo voltara com força em nossos corpos e nós nos rendemos a ela, sem reservas. Eu o comi e ele meteu a sua rola em mim novamente. Aproveitamos bem o nosso banho e saímos de lá extasiados e plenos de prazer e gozo.
Vesti-me e quando estava pronto para sair, Aroldo me abraçou forte e agradeceu pela maravilhosa tarde que passamos um ao lado do outro. Mas nada dissera sobre um novo encontro, tampouco pediu o meu número de telefone.
— Fiquei até inspirado para pintar uma nova obra — comentara, depois de me beijar docemente a boca.
Então, olhei-o nos olhos e sorri um pouco triste, pois sabia que o nosso encontro não iria se repetir. Mas como um bom anfitrião que era, ele me conduziu até a porta e ficou me olhando enquanto eu chamava o elevador.
Acenei para ele assim que as portas se abriram.
— Que tarde! — exclamei, sorrindo para mim mesmo.
Saí do prédio em que ele morava e fui direto para minha casa, pois precisava descansar e recuperar as energias que eu havia gasto durante a sessão de sexo ardente e animal…
Continua…

Este conto faz parte do e-book A Sociedade dos Poetas Safados do escritor Mike Schmütz (@autormike07) e o mesmo se encontra integralmente disponível para venda no site da Amazon. Conheça também outras obras do autor e apoie um escritor que publica a sua obra de forma independente.