AO SOM DAS MARCHINHAS DE CARNAVAL (Parte 3) – Conto Erótico Gay

Para a minha felicidade, ele sorriu e logo em seguida, colocou o copo vazio dentro da lixeira. Isso me tranquilizou bastante e eu dei uma profunda respirada. Então, aproveitando que tinha pouca cerveja no meu copo, eu a bebi em um só gole. Instantaneamente, ao ver o copo vazio, Mauricio estendeu a mão e eu o entreguei a ele.
Mantendo o sorriso inebriante no rosto, ele se aproximou ainda mais de mim e falou ao meu ouvido: — Eu costumo roubar alguns beijos… — disse, com a voz levemente rouca e repleta de sensualidade.
O que restou a mim foi sorrir e dar uma mordiscada no canto da minha boca naturalmente carnuda. Imediatamente, ele reconheceu o sinal que eu havia dado e já tascou um beijo bem do molhado em mim.
— Eu não ia ligar se você me roubasse um beijo desse todos os dias, deputado Mauricio!
— Eu sei disso.
— Convencido! — eu disse, olhando diretamente nos olhos azuis claros dele.
— Você é daqui mesmo, Luiz? — questionou, depois de pegar o celular que estava no bolso da bermuda. — Só um momento.
O celular estava no vibratório e ele atendeu a chamada. Então, eu me afastei um pouco para dar liberdade a ele e fui até o meio fio da calçada. Ao chegar lá, olhei para o local onde eu estava com os meus amigos e para a minha surpresa, eu os vi lá, em pé. Imediatamente, eles me encararam e sorriram de modo bem sacana.
Eu sorri também e acenei para eles.
Como não estávamos assim tão distantes, eu consegui ler nos lábios deles a palavra SAFADINHO e um deles até insinuou que eu iria fazer uma gravação (sexo oral).
Eu virei os olhos e dei o dedo do meio para eles.
— Que isso? — Questionou-me Mauricio ao olhar para o local onde eu estava olhando. — Seus amigos já estão te enchendo o saco?
— Eles são uns idiotas… Mas é só às vezes.
— São amigos há bastante tempo?
— Sim, desde a faculdade. — Eu os olhei por sobre o ombro do Mauricio e eles mostraram o polegar em sinal de positivo para mim. — E você, mora há muito tempo aqui em São Paulo? — sorri e voltei a encarar os olhos lindos dele.
— Desde o ano passado… Eu sou natural de Porto Alegre, mas acabei aceitando a proposta da empresa em me mudar para cá. Como eu já tinha vindo outras vezes e já tinha gostado bastante daqui, foi bem fácil fazer a mudança de cidade.
— Legal! Eu sou daqui de Sampa mesmo e moro aqui perto… Se quiser, a gente pode dar uma corridinha até lá. Não é tão longe daqui.
Mauricio desviou o olhar e fingiu que não tinha ouvido o que eu tinha falado. Talvez estivesse se decidindo se queria mesmo, de fato, ficar comigo… Ou estava querendo se fazer de difícil. Vai saber!
Depois de alguns segundos, ele se aproximou de mim, me deu um abraço apertado e disse: — Perfume gostoso esse seu, Luiz. Essa nota amadeirada combina muito bem com a sua fantasia de Robin Hood — disse, pegando na minha cintura e depositando um beijo no meu pescoço.
— Obrigado — eu disse com um sorriso no olhar.
— A fim de dar um perdido por aí?
— Hmmm… Se me lembro bem, eu acho que você tinha me dito que o único lugar para o qual iria, ou melhor, correria, seria direto para a minha cama.
— Eu disse isso mesmo — sorriu e passou a mão nos cabelos curtos e lisos. — O que eu falo vira lei! Vai duvidar de mim agora, vai?
— Duvido nada!
Mauricio me deu um rápido beijo na boca e pousou uma das mãos sobre a minha bunda.
— Esse collant apertadinho deixa a sua bunda bem apetitosa. Não tirei os olhos dela desde quando te vi, Luiz — confidenciou em um breve sussurro.
— Gosta? — questionei-o depois de dar uma voltinha.
— Opa! Bastante. Posso te confessar um negócio?
— Claro.
— Eu ainda não a apertei porque estamos no meio da rua e tem muita gente a nossa volta… — murmurou ao meu ouvido.
Satisfeito com a sua declaração, eu o olhei de modo sacana e o peguei imediatamente pela mão.
— Vamos dar uma voltinha, deputado Mauricio.
Continua…

Este conto faz parte do e-book Ao Som das Marchinhas de Carnaval do escritor Mike Schmütz (@autormike07) e o mesmo se encontra integralmente disponível para venda no site da Amazon. Conheça também outras obras do autor e apoie um escritor que publica a sua obra de forma independente.