AO SOM DAS MARCHINHAS DE CARNAVAL (Parte 2) – Conto Erótico Gay

— Onde está o João, hein? — Perguntei depois de dar uma olhada a minha volta e não vê-lo.
— Olha ele lá de papinho com o homem das cavernas — apontou Pedro. — Opa! E olha só quem está de olho no nosso Robin Hood… — disse, indicando com o olhar o local exato para o qual nós deveríamos colocar a nossa atenção.
— Ele estava de olho em mim? — eu disse demostrando uma cara de descrença. — Aquele alemãozinho deve estar de olho em outra pessoa, com toda certeza…
— Que nada! Ele estava de olho em você, Luiz. Para falar a verdade, ele estava era de olho nesse seu collant mais apertado que tudo. Está marcando o seu bundão, viu?
— Cala a boca, Roberto! — eu disse com um sorriso de contentamento nos lábios e já tentando seduzir o cara loiro que estava usando um colete e um short que parecia ser feito de uma calça social cortada à tesoura e sem ter feito a bainha.
— Ih, lá vem ele. Finge que não está vendo, Luiz — sussurrou Pedro ao meu ouvido.
Eu continuei na minha, dancei e balancei o corpo pra lá e pra cá ao som da música animada. Fingindo que nem tinha notado a sua presença naquele evento.
— Oi — disse o cara loiro ao se aproximar de mim.
— Olá! Tudo certo?
— Tudo tranquilo e você?
— Suave.
— Me dá licença — disse Roberto. — Eu vou dar uma circulada por aí mais o Pedro… Qualquer coisa me liga, Luiz. Tchau para vocês.
— Tudo bem — eu disse, dando um sorrisinho de canto de boca.
Roberto saiu e levou consigo o Pedro. Em questão de segundos eles já estavam longe de mim e logo desapareceram da minha vista.
— Acho que eles não foram com a minha cara… — disse ele, praticamente me comendo com os olhos.
— Que nada! Eles saíram para nos deixar sozinhos mesmo.
— Então, seus amigos são os caras mais legais que existem em todo o mundo. Ou melhor, em todo o universo!
— Não tenha dúvidas disso — eu o olhei da mesma forma como ele me olhou e sorri admirado com tamanha beleza e simpatia. — Deputado ou vereador? — questionei-o, assim que nossos olhos se encontram de novo.
— Deputado. Não está vendo a malinha a tira colo e os montinhos de dinheiro saindo dos bolsos da bermuda? — disse ele, exibindo um sorriso sexy, brilhante e sedutor.
— Ah! — exclamei, já me lembrando sobre o que a sua fantasia se referia. Em seguida, o segurei pelo ombro, para que ele se abaixasse um pouco, e sussurrei ao seu ouvido: — Mas não vai dar uma corridinha agora, né?
— Desculpe, mas eu não entendi, Luiz. Que tal sairmos dessa agitação um pouco? — ele apontou para um local a alguns passos da gente.
Eu o segui e não perdi a chance de dar uma boa olhada na retaguarda dele. E por falar nisso, que retaguarda! Toda redondinha… Tão gostosinha de olhar. Uau!
— Qual o seu nome?
— Mauricio.
— Prazer, Mauricio. O meu é…
— Luiz.
— Ah, é! Você ouviu o Roberto falar…
— O que você tinha dito àquela hora? — questionou, um tanto quanto interessado.
— Eu disse… Mas não vai dar uma corridinha agora, né? Igual aquele caso do deputado ter corrido com a mala cheia de dinheiro.
— Ah, não! — sorriu largamente e passou a mão nos cabelos dourados. — O único local para o qual eu correria agora mesmo seria direto para a sua cama — disse ele, depois de ter bebido o restante da cerveja que estava no copo.
Eu corei um pouco com a sua cantada um tanto quanto direta demais, mas logo depois, abri um sorriso brilhante de contentamento e decidi entrar na brincadeira.
— Mas você costuma roubar? Gosta de meter a mão nas coisas dos outros? — eu o questionei, fazendo caras e bocas.
Mauricio me lançou um olhar intenso, cheio de seriedade e que tinha até uma pontinha de frieza. E, ao sentir esse seu olhar sobre a minha digníssima pessoa, eu praticamente gelei dos pés a cabeça. Devido a isso, os meus batimentos cardíacos se aceleraram um pouco mais do que o normal.
Será que passei do limite?
Continua…

Este conto faz parte do e-book Ao Som das Marchinhas de Carnaval do escritor Mike Schmütz (@autormike07) e o mesmo se encontra integralmente disponível para venda no site da Amazon. Conheça também outras obras do autor e apoie um escritor que publica a sua obra de forma independente.